Cabo Marcílio do 6º Reg. de Infantaria da FEB

Cabo Marcílio Luiz Pinto, do 6º Regimento de Infantaria da FEB, após receber a Estrela de Prata (mais alta condecoração americana a um soldado estrangeiro) por bravura em ação, em cerimônia oficial no dia 16 de novembro de 1944.

No dia 8 daquele mês, Marcílio participava de uma patrulha noturna de reconhecimento nas proximidades de Torre di Nerone, quando atacou uma posição fortificada alemã, capturando prisioneiros e diversos materiais bélicos. Quando uma patrulha alemã contra-atacou e tentou retomar a posição, Marcílio os repeliu, fazendo-os recuar com muitas baixas. 

Ele em seguida escoltou os prisioneiros de volta às linhas brasileiras.

Por esta ação, o Cabo Marcílio foi condecorado com a Silver Star pessoalmente pelo General Mark Clark, sendo o primeiro praça brasileiro a receber tal prêmio.

Após uma bela Citação do General Mark W. Clark ao nosso querido Pracinha, o General Clark termina com estas belas palavras;

O Cabo Pinto, pela sua ação de bravura reflete a confiança em si próprio e está de acordo com as altas tradições dos Exércitos Aliados”.

Marcílio nasceu em Caconde (SP), região de Mococa (próximo à divisa com Minas Gerais), em 1917. Em 1933 foi como imigrante para a região de Garça. Trabalhou na prefeitura da cidade, depois morou em Duartina e Marília, quando, em 1942, foi convocado pelas forças armadas para se apresentar no Quartel do 3° e 4° Regimento de Infantaria, em São Paulo. Ficou dois meses no Quartel e de lá foi enviado ao 6° Regimento de Infantaria, sediado em Caçapava.
Nesse período o Brasil já tinha declarado guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), e neste regimento Marcílio recebeu os treinamentos intensivos. Em 1944 De Caçapava, o Regimento vai para o Rio de Janeiro, onde teve os treinamentos e usos de armas pesadas. Logo após em, em julho de 1944, chega a ordem de embarque no navio-transporte “General Meigue”, que atracou no Porto de Nápoles, na Itália. Seu batismo de fogo foi na localidade de São Martinho, em Toscana, e ao longo da Campanha na Itália.
Foi casado com Rosa Scarasati Pinto, teve os filhos: Liliana Aparecida, Marlene Aparecida, Maria Adelaide, Maria Angélica e Marcio Vicente.

Faleceu em 31 de julho de 1993, em Adamantina.

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