Guerra Subterrânea

A Primeira Guerra Mundial é conhecida como o primeiro conflito que foi lutado em terra, mar e ar, mas você sabia que a guerra também estava acontecendo em baixo da terra?
Sim, e isso se devia aos batalhões de engenheiros "Escavadores de túneis", soldados que cavavam contraminas e abriam túneis no subsolo de suas trincheiras até as linhas inimigas, criando a possibilidade de emboscar o exército inimigo, contra-atacar, servir de abrigo e também transportar tropas abaixo da infame terra de ninguém até as trincheiras inimigas em segurança.


Algumas vezes, 2 batalhões inimigos iam cavando em direções opostas, e se encontravam no mesmo túnel, o que gerava uma sangrenta luta corpo a corpo nas apertadas galerias subterrâneas com o que tivessem à mão: Pás, picaretas, revólveres e rifles serrados, para se adequar ao espaço extremamente confinado.


No decorrer da Batalha de Messines, Harington, um oficial do estado maior britânico declarou à imprensa "- Cavalheiros, talvez não mudemos a história amanhã...mas com certeza mudaremos a geografia." Este se referia a um batalhão de escavadores britânicos, que no dia seguinte chegou abaixo das linhas alemãs e instalou 19 minas contendo 43 mil kgs de explosivo, que explodiram às 3:10 da manhã, matando instantaneamente 10 mil soldados alemães e deixando outros milhares de feridos, criando uma cratera de 129 metros de diâmetro e 12 metros de profundidade, o som da explosão, que aconteceu na Bélgica, pôde ser ouvido na Inglaterra e na Irlanda, naquela que foi a maior explosão proposital causada pelo homem na história, somente perdendo para as bombas atômicas.

Créditos: Page, A Primeira Guerra Mundial.
Um escavador francês
Um grupo de escavadores alemães
Tão importante quanto as pás ou picaretas, era o canário. Sim, uma prática antiga e comum de levá-los para minas e tuneis, caso estivesse presente um gás venenoso, como metano ou monóxido de carbono em excesso, o canário morreria antes de este afetar os mineiros, servindo assim como um aviso avançado da presença de um perigo iminente.
Uma cratera remanescente  da batalha do Somme, Ovillers-la-Boisselle, França.
Rifle Lee Enfield com cano cerrado, mais facilidade de munuseio em espaços confinados (O primeiro é uma réplica moderna, o segundo é original). Pás e picaretas também viravam armas quando começava uma batalha subterrânea.
A piscina da paz, a cratera resultante da maior explosão causada pelo homem, perdendo somente para as bombas atômicas. Esse paraíso nos dias atuais, já foi o verdadeiro inferno na terra. Heuvelland, Bélgica.
 
Escavadores
alemães e britânicos,
respectivamente.

Precisa de ajuda ?

Paraná Militaria - Todos os Direitos Reservados

  • Facebook
  • Instagram